terça-feira, 5 de março de 2013

Aprenda a lidar com o suor durante o exercício físico

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Molhar o corpo e vestir roupas justas aumenta a transpiração

Musculação, ginástica localizada, corrida ou futebol. Seja qual for o exercício físico, ele sempre marca presença: o suor. Mas ao contrário do que muitos pensam, a transpiração é aliada da atividade física. "Composto por águas e sais minerais, o suor ajuda a manter estável a temperatura do corpo, impedindo a chamada intermação, conjunto de sintomas que ocorre quando o corpo atinge a temperatura de 40 graus Celsius", explica o educador físico Nikolas Chaves, de Belo Horizonte. "Esse quadro, mais grave, é o último de uma série de sintomas que incluem cãibras, exaustão e desidratação". Para evitar esse desfecho, tenha consciência ao treinar. Conversamos com os especialistas, que nos contaram quais são os cuidados para diminuir os efeitos negativos de treinar no calor. Eles são bem simples! Aproveite!

Nada de enxugar

Não basta suar, é preciso evaporar. Isso mesmo, a transformação da água em vapor é muito importante para que ocorra o resfriamento do corpo. "A produção de suor por si só não diminui a temperatura do corpo", explica Nikolas Chaves. Enxugar a pele antes que o suor vire vapor, impede que esse processo chegue ao seu fim e dificulta a regulação da temperatura. Mas vale a ressalva: se o corpo estiver muito molhado, a evaporação também ficará prejudicada. Não exceda os limites.

 

Não molhe o corpo

Jogar água no corpo parece uma ideia tentadora para reverter o calor? Pois saiba que quando o corpo está molhado, a evaporação fica muito mais difícil. "É criada uma película entre a superfície da pele e a atmosfera, o que impede que as gotículas de água se transformem em vapor", explica o fisiologista do exercício Raul Santo, da Universidade federal de São Paulo (Unifesp). "Em consequência, o corpo continua retendo calor".

 

Muita água

Já que suar é mais que necessário para manter a temperatura corporal adequada durante o exercício físico, o jeito é beber água para evitar a desidratação. O educador físico Nikolas Chaves recomenda a ingestão de 200 ml de água a cada 15 minutos de atividade. Antes da prática, vale obedecer a sede, um instinto básico que nos indica se estamos desidratados ou não. Cuidado também como excesso: beber água demais não ajuda, pelo contrário, pode causar desconforto gástrico durante a atividade física.

 

Evite treinar no calor intenso

Nikolas Chaves explica que quando a umidade relativa do ar alta, isto é, acima de 60% - de acordo com o índice de estresse térmico - a diferença de pressão entre as gotículas de água suspensas no ar e as gotículas da pele diminui. Em conseqüência, a evaporação do suor fica muito mais difícil. A dificuldade também aumenta quando o dia está muito quente: temperaturas maiores que 30 graus Celsius, transferem muito calor ao corpo, que precisa de uma sudorese mais intensa para normalizar o quadro. A combinação desses fatores pode ser muito perigosa, favorecendo a desidratação e mal-estar. Evite o treino nesses dias.

 

Hidrate-se com água de coco

O suor não é composto apenas por água, dentro das gotículas também estão vários sais minerais, como o sódio, por exemplo. Por isso, apesar de ser um ótimo recurso, não fique apenas na água. Cerca de 100 ml de água de coco possuem 250 mg de potássio e 105 mg de sódio, além de vitamina C, magnésio, açúcares e cálcio. Isso faz da água de coco uma ótima opção para repor os fluidos perdidos durante a atividade física. No entanto, nenhuma bebida substitui a água, a ingestão deve ser conjunta para que corpo fique saudável.

 

Isotônicos com moderação

Já as bebidas isotônicas foram desenvolvidas especialmente para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante um exercício com carga intensa. No entanto, a bebida têm calorias e não deve substituir a água. Segundo o fisiologista Raul Santo, o consumo inadequado de bebidas isotônicas é um erro grave, que pode levar ao agravamento de algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. "Essas bebidas, como o nome já diz, são para quem pratica atividades físicas e precisam de uma reposição de sais e de energia imediata", aponta o especialista.

 

Use roupas largas e claras

Ao usar roupas largas você está permitindo um fenômeno chamado convecção. "A convecção permite que o ar circule ao redor da superfície corporal, diminuindo a temperatura da pele", explica o educador físico Nikolas. Ao vestir roupas justas, esse processo de perda de calor é dificultado, aumentando a sudorese. Roupas claras, por sua vez, retêm menos calor que as roupas escuras, o que impede o aquecimento corporal excessivo. Também vale apostar em roupas feitas com tecido tecnológico, que não absorvem o suor, mas facilitam a sua evaporação.

 

Diminua intensidade e duração

Nos dias de forte calor, vale a pena diminuir a intensidade e duração dos exercícios. "Esse cuidado ajuda a evitar as cãibras, a exaustão e a intermação, já que, como a atividade será mais leve, a elevação da temperatura corporal será menor", explica o educador físico Nikolas Chaves. Opte por uma atividade mais tranquila, como uma caminhada, yoga ou uma aula de hidroginástica.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Sete bons motivos para consumir óleo de coco

Ele reduz o colesterol, controla o diabetes e ajuda a emagrecer
Quatro colheres de sopa por dia. Essa é a quantia média recomendada para o consumo de óleo de coco , uma gordura saturada, mas de origem vegetal, que está fazendo a cabeça não só de quem está de dieta, mas até daqueles que precisam controlar problemas de saúde. "O produto 100% natural apresenta propriedades que favorecem a perda de peso, reduzem o colesterol ruim e até controlam os níveis de açúcar no sangue", aponta a nutricionista Cátia Medeiros, em São Paulo.

Vendido em lojas de produtos naturais e algumas farmácias, o óleo de coco apresenta duas versões. Uma delas em cápsulas, que devem ser ingeridas no horário do almoço ou do jantar. Já a versão em óleo pode ser adicionada no preparo dos alimentos, em pastas e patês para acompanhar torradas ou mesmo em vitaminas. Para entender como ele age no organismo e conhecer outras boas razões para consumi-lo:
Controla a compulsão por carboidratos
Além de todos esses benefícios, o óleo de coco certamente deve ser um alimento que não pode faltar na dieta de quem tem  diabetes  ou de quem não resiste a uma guloseima. "Assim como os alimentos ricos em fibras, ele ajuda a manter níveis estáveis de glicose no sangue e não estimula a liberação de insulina, o que diminui a compulsão por carboidratos", explica a especialista Cátia Medeiros. Ao contrário de outros óleos poli-insaturados, que dificultam a entrada de insulina e outros nutrientes dentro das células, o óleo de coco favorece essa entrada e, por isso, a taxa de açúcar no sangue fica normalizada.

Promove a saciedade
Por ser uma gordura, o óleo de coco tem uma digestão diferenciada. "Ele permanece mais tempo no estômago do que um carboidrato, por exemplo, o que aumenta a sensação de saciedade", explica a nutricionista Cátia Medeiros. Com o apetite reduzido fica mais fácil segurar a vontade de comer o dia todo, hábito que pode sabotar a dieta e, conseqüentemente, o desejo de emagrecer.

Acelera o metabolismo
De acordo com a nutricionista Maria Fernanda Cortez, em São Paulo, se consumido diariamente, o óleo de coco aumenta o gasto energético do organismo. "Ele estimula o funcionamento da glândula tireóide, que está diretamente ligada ao nosso metabolismo, o que aumenta a queima de calorias", explica. Assim, não adianta apostar em dietas radicais se essa glândula e, conseqüentemente, seu  metabolismo não está funcionando adequadamente. O ponteiro da balança simplesmente não sairá do lugar.
 
Melhora a prisão de ventre
Por ter rápida absorção e solubilidade, o óleo de coco também é amigo do intestino. "Seus componentes agem normalizando o trânsito intestinal", diz Cátia Medeiros. As ações benéficas para o intestino também valem no caso de o intestino solto, pois ele ajuda a eliminar bactérias perigosas e favorece o crescimento da flora intestinal saudável.
Reduz o colesterol
O bom funcionamento da tireóide, favorecido pelo consumo de óleo de coco, também garante a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) e a elevação do colesterol HDL (colesterol bom). "Isso ocorre porque essa glândula consegue metabolizar esse componente na formação de hormônios essenciais", explica a nutricionista Maria Fernanda. Com a normalização da taxa de colesterol sanguíneo há diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

Fortalece o sistema imunológico
Outro benefício do óleo de coco é o fortalecimento do  sistema imunológico "Ele age no combate e na prevenção contra o ataque de bactérias e fungos que ameaçam nossa saúde e ainda melhora a absorção de nutrientes, reforçando as defesas do organismo", explica Maria Fernanda. Isso ocorre devido ao ácido láurico, também presente no leite materno e que tem o poder de combater inúmeras infecções.

Combate o envelhecimento precoce
"O óleo de coco promove a diminuição de radicais livres presentes no organismo, responsáveis pelo envelhecimento celular", aponta a Maria Fernanda. Segundo ela, isso acontece graças a ação de componentes da vitamina E, presentes no óleo. Até certo nível, os radicais livres são benéficos para o corpo, mas o acúmulo pode causar não só o  envelhecimento precoce, como também o desenvolvimento de um câncer em decorrência da oxidação de células saudáveis.